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 BANDEIRAS TARIFÁRIAS

 

O Sistema das Bandeiras Tarifárias está em vigor em todo o país desde o dia 1º de janeiro de 2015, e por este motivo, as distribuidoras de energia passam a divulgar, mensalmente, na conta de energia dos consumidores, a bandeira tarifária em vigor.

​O Sistema de Bandeiras Tarifárias foi instituído pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), na resolução nº. 547, de maio de 2013, e desde então, sua metodologia foi apresentada nas contas de energia em regime de teste, até o final de 2014.

 

As bandeiras tarifárias são uma forma diferente de apresentar um custo que hoje já está na conta de energia, mas geralmente passa despercebido. Atualmente, os custos com compra de energia pelas distribuidoras são incluídos no cálculo de reajuste das tarifas dessas distribuidoras e são repassados aos consumidores um ano depois de ocorridos, quando a tarifa reajustada passa a valer. Com as bandeiras, haverá a sinalização mensal do custo de geração da energia elétrica que será cobrada do consumidor, com acréscimo das bandeiras amarela e vermelha. Essa sinalização dá, ao consumidor, a oportunidade de adaptar seu consumo, se assim desejar.

 

​​​Como funciona ?

​Mensalmente, a Aneel divulga ao mercado a bandeira tarifária em vigor para cada região do País, com base em informações do ONS ​(Operador Nacional do Sistema Elétrico). As distribuidoras, por sua vez, informam aos consumidores a bandeira tarifária na conta de energia.

O Sistema de Bandeiras Tarifárias é composto por três bandeiras: verde, amarela e vermelho, em referências às cores do semáforo de trânsito, com o objetivo de facilitar a compreensão pelos consumidores.

As bandeiras tarifárias sinalizam aos consumidores o preço real da energia no País e as condições de abastecimento do sistema, conforme abaixo:

Bandeira verde                         Hidroelétricas operam normalmente        não há alteração no valor da tarifa de energia.

Bandeira amarela                     Usinas térmicas ativadas                             Acresce na sua conta R$2,50 a cada 100kwh.

Bandeira vermelha                   Usinas térmicas ativadas e alta demanda          Acresce na sua conta R$5,50 a cada 100kwh.

 

​Para determinar a bandeira tarifária vigente, a Aneel considera dois parâmetros de custos do sistema: o Custo Marginal de Operação (CMO) e o Encargo de Serviço de Sistema por Segurança Energética (ESS​​_SE)​. O CMO reflete o custo do sistema para atender 1 MWh adicional de consumo com a capacidade de geração existente. Já o ESS_SE é o encargo setorial que cobre as despesas com as usinas acionadas fora da ordem de mérito (das mais baratas para as mais caras).

 

Juntos, o CMO e o ESS_SE determinam a bandeira a ser adotada em cada mês. Mensalmente, o ONS ​calcula o CMO e decide se as térmicas serão acionadas ou não e o custo associado a essa geração. A partir disso, a Aneel define a bandeira tarifária vigente.

 

​Objetivos:

 

O Sistema de Bandeiras Tarifárias tem como objetivo principal de trazer transparência aos consumidores atendidos pelas distribuidoras (mercado cativo), com relação ao custo de energia, e irá contribuir par um uso eficiente no consumo. Sem ter conhecimento do preço real da energia em situações de estresse do mercado, os consumidores não são encorajados a reduzir a demanda, exigindo que as térmicas permaneçam ligadas para atender o mercado e para economizar água dos reservatórios das hidrelétricas

 

Com a bandeira tarifária, a Aneel também reduz sensivelmente o descasamento de caixa e o déficit tarifário. Isso porque os custos com a aquisição de energia serão repassados mensalmente à conta de luz, reforçando o caixa das distribuidoras para fazer frente a essas despesas mais elevadas. A expectativa é de que a medida alivie a pressão sobre o caixa das empresas em 2015, quando a geração térmica deve continuar 100% acionada.

 

​É importante compreender que a geração hidrelétrica é a fonte predominante no setor elétrico brasileiro. Para gerar, essas usinas dependem das chuvas e do nível de água armazenado nos reservatórios. Quando o nível está baixo, as termelétricas são acionadas para economizar água e para garantir a segurança do sistema.

 

Como a energia das termelétricas é mais cara, já que usam combustíveis como o carvão, o gás natural, o óleo combustível e o diesel, o custo de geração sobe. Quando o nível dos reservatórios sobe e há mais água armazenada, as térmicas podem ser desligadas, reduzindo o custo total de geração. O Sistema de Bandeiras Tarifárias ajuda a demonstrar essa situação aos consumidores e permite, por meio da sinalização do preço, a reação e uso eficiente de energia, diminuindo a conta de luz e reduzindo a pressão da demanda sobre o sistema elétrico.

 

Campanha de Comunicação ANEEL/ Abradee:

 

As bandeiras tarifárias estão sendo divulgadas em uma campanha nacional, promovida pela ANEEL e pela Abradee, com o objetivo de esclarecer os consumidores e estimular o uso consciente e o combate ao desperdício de energia elétrica. A campanha está sendo foi viabilizada com a utilização de recursos do Programa de Eficiência Energética (PEE), e terá duração de 30 dias, com veiculação de peças de rádio e de TV, além de utilizar a internet, para alcançar a quase totalidade da população brasileira.

 

Para mais informações, visite o site da Aneel, no link abaixo:

http://www.aneel.gov.br/aplicacoes/noticias/Output_Noticias.cfm?Identidade=8421&id_area=90 

 

 

 PUBLICADO por:  Autor          Em: 08/05/2015              

O sistema elétrico e o canavial

Esta mensagem é para você, que trabalha com o cultivo da cana-de-açúcar, já que o seu papel é muito importante para o desenvolvimento econômico e social do País. A cana-de-açúcar é responsável pela criação de empregos, pela distribuição de renda e, também, pela produção de energia limpa e renovável.

Porém, nos últimos anos, vem aumentando a quantidade de acidentes envolvendo a produção da cana-de-açúcar, as redes de distribuição e linhas de transmissão de energia elétrica.

Esses acidentes provocam danos ao sistema elétrico e, muitas vezes, a interrupção no fornecimento de energia para toda a população.

Além disso, em situações mais graves, esses acidentes também colocam em risco a vida dos trabalhadores.

No estado de São Paulo, está em vigor uma lei que restringe gradativamente a queimada da cana-de-açúcar. Enquanto isso não acontece, a CERMESO recomenda alguns cuidados e atitudes que podem contribuir para evitar esses acidentes. São dicas de segurança muito úteis e fáceis de serem aplicadas.

Elas envolvem todas as etapas da produção da cana-de-açúcar, do cultivo à colheita e no seu transporte, e podem fazer uma grande diferença para todos.

É importante que você leia essas dicas com atenção e, em caso de dúvida, busque sempre a orientação e o apoio da CERMESO.

O cultivo

Fazer o cultivo da cana-de-açúcar de forma correta evita problemas depois.

Evite o cultivo sob a rede elétrica, respeitando sua faixa de servidão.

A distância varia entre 08 e 10 metros de cada lado dos postes, dependendo do tipo da instalação. Procure a orientação da CERMESO.

Nas redes de distribuição, deixe um espaço mínimo de 8 metros de cada lado do poste.

A altura mínima entre o solo e o condutor deve ser de 6 metros para as linhas de distribuição rurais e de 6,5 metros para as linhas de  transmissão.

Fique atento a alguns fatores que determinam essa altura:

-a movimentação do solo, decorrente do preparo e da manutenção das curvas de nível;

- o acúmulo de sedimentos nos pontos mais altos das curvas de nível.

Os resíduos utilizados na aspersão permitem a condução de energia elétrica através do jato.

Com isso, há chance de curto-circuito entre o condutor e o equipamento, podendo causar um choque elétrico nas pessoas que estão próximas.

O trabalho no canavial Fique atento à forma correta de usar os implementos.

Não direcione os jatos dos aspersores de irrigação sobre a rede elétrica.


A colheita

Caso seja necessário fazer a queimada, tome os seguintes cuidados para que o procedimento seja seguro e correto.

Deite a cana, se já estiver plantada, sob a rede e faça um aceiro ao redor dos postes ou estruturas das linhasde transmissão.

Não faça queimadas em áreas grandes de uma só vez, nem próximo de áreas de conservação ambiental e rodovias.

A forma correta de fazer a colheita é utilizando os equipamentos mecânicos que a lei permite.

Antes de iniciar a queimada, tenha certeza de poder contar com recursos para apagar incêndios, caso a queimada ofereça riscos de atingir pessoas, equipamentos ou rede elétrica.

A queima dos postes e da rede de distribuição provoca a interrupção de energia elétrica nas casas, escolas, hospitais, empresas e nas próprias usinas de açúcar e álcool.

As queimadas realizadas sem controle, não seguindo os procedimentos corretos, causam prejuízos e colocam em risco sua vida.

O calor da queimada pode provocar:

- descarga elétrica, que pode ser fatal quando atinge uma pessoa;

- ruptura do cabo, causando a interrupção do fornecimento de energia elétrica.

Nunca toque, com as mãos ou com qualquer objeto, os condutores de energia elétrica que estão no solo ou próximo dele.

O transporte

O movimento de veículos e equipamentos no canavial O trânsito de caminhões e outros veículos agrícolas, dentro da área de colheita, também pode provocar acidentes, se feito de maneira indevida.

Estais

Evite colisões em postes, torres e nos estais - cabos de aço que prendem o poste ao chão.

Amarre a carga do caminhão, posicionando o veículo longe da rede elétrica para evitar o contato com condutores por meio de cordas ou objetos utilizados nesse procedimento.

Para evitar esses acidentes, todo cuidado é importante:

Evite cargas muito elevadas nos veículos, pois podem atingir as redes dentro do canavial.

Nunca utilize varas de bambu ou madeira para tentar levantar cabos para a passagem de Caminhões e/ou equipamentos.

Os pulverizadores devem ser transportados fechados para evitar contato com a rede elétrica.

 

 PUBLICADO por:  Administração          Em: 25/08/2011              

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